04 janeiro 2006

Como ficará o Estado de Israel com a morte de Ariel Sharon

Palestinos devem estar vibrando com a possível morte ou invalidez do premier Israelense Ariel Sharon. Afinal são 60 anos de luta desde a criação do Estado de Israel em 1945, fato este nunca aceito pelos Palestinos, e tão pouco pelo mundo árabe. Sempre com apoio irrestrito dos Estados Unidos, nos últimos anos Shoron vinha administrando crises dentro do seu partido o Likut. No final de 2005, juntamente com seus amigos abandonou o partido e fundou uma nova sigla para concorrer às próximas eleições.
O premier Israelense nunca aceitou insultos dos Palestinos, e respondia à altura todos os ataques e atentados promovidos por grupos extremistas e radicais. Seu governo foi, e ainda é da linha olho por olho e dente por dente, sua ousadia foi tanta que confinou durantes vários dias a autoridade palestina Yaser Arafat até próximo de sua morte, por este não conter os grupos extremistas palestinos.
Como ficará Israel se de fato Shoron vier a morrer? E os Estados Unidos que providências tomarão? Como administrar mais um problema? Com certeza são questões polêmicas que o mundo está de olho, contudo, o que nos resta é contar com a sutileza, compreensão e a inteligência dos Israelenses, Palestinos, mundo árabe e Estado Unidos, e torcer para que estas questões sejam logo resolvidas.

02 janeiro 2006

A DEMOCRACIA E OS EFEITOS DO VOTO

O voto como principal instrumento de uma democracia, às vezes, é mal utilizado pelo eleitor, sobretudo, no que diz respeito a sua troca ou venda. É sempre uma questão de consciência, pois quem vende ou troca seu voto está favorecendo algum candidato em detrimento de outros, e, prejudicando os cidadãos que querem exercer a democracia em sua plenitude.
No Brasil, apesar dos avanços a democracia ainda é fragilizada, vezes pelo poder econômico, e vezes pelo assistencialismo e vícios do passado como a compra de votos em troca de cesta de alimentos, de dentadura, uma carrada de areia, uma passagem de ônibus e por aí vai. Com práticas nefastas, muitos candidatos ainda expõem insistentemente o país ao ridículo perante as demais nações do mundo, dando sinais de uma democracia viciada, fragilizada e ordinária.
Por outro lado, a justiça eleitoral se modernizou, mas as dimensões continentais do Brasil impossibilitam apurar atos de corrupção com maior rigor, pois o aparelho policial não é suficiente para reprimir tais práticas, até porque em algumas situações é corrompido e ajuda a corromper, apesar de ser maléfico, felizmente isso só ocorre longe dos olhos dos filhos da democracia, que nos últimos 20 anos estiveram atentos ao processo eleitoral para punir esses indivíduos que insistem em desvirtuar um ato tão bonito e sublime, que é o ato de votar e da escolha de nossos representantes sem coação, para depois podermos reivindicar os nossos direitos, até porque não vendemos o nosso voto.
Avançamos muito, mas temos que avançar ainda mais e consolidar de vez a nossa democracia. Hoje a justiça eleitoral brasileira está servindo de exemplo para vários países, principalmente no que diz respeito à rapidez e a lisura dos pleitos eleitorais. No entanto, ainda falta a decência na maioria dos nossos políticos que deveriam abandonar as velhas práticas do toma lá dá cá e esquecendo o eleitor por quatro anos e só reaparecendo quando querem comprar votos para os próximos quatro anos.
Na democracia as coisas não funcionam dessa maneira, em 2004, muitos candidatos que agiram dessa forma amargaram nas urnas uma derrota imposta pelos eleitores que a cada pleito estão mais conscientes e politizados, portanto, viva o voto! Instrumento de liberdade! Viva o voto! Instrumento de democracia.